Espiritualidade vibrante no 4 de Copas

03-02-2022

Meus amigos, hoje trago mais uma alerta espiritual. Noto uma tendência crescente de tratar e mostrar a espiritualidade com um foco quase doentio nas fraquezas e susceptibilidades pessoais. Um explorar de mágoas que mais parece uma peregrinação ao muro das lamentações, onde em vez de se procurar curar as feridas se coloca constantemente o dedo na ferida para que continue a sangrar. Uma busca incessante pelo defeito, o erro, o que incomoda e causa mal-estar o que faz que quem siga esse trilho se mantenha ali na beira da depressão, sentado debaixo da árvore num estado de autocomiseração, tal como o 4 de Copas.

Hoje vi um post nas redes sociais que retrata isto duma forma extrema: "O meu antigo eu" ilustrado por um cachorrinho morto com uma seta no dorso, "O meu novo eu" um cão adulto a olhar para o cachorrinho com meia dúzia de setas no dorso. Ora bolas, que coisa mais macabra, isso não é espiritualidade, é depressão. A espiritualidade procura remover essas setas assim que aparecem e não carrega-las ao longo da vida como uma eterna dor. Isto era suposto ser um post de "coaching motivacional"???? Tenham paciência, mais parece uma angariação de clientes para medicação antidepressiva.

Numa breve pesquisa as palavras que mais se destacam neste tipo de incentivo espiritual andam à volta de: Tristeza, dor, mágoa, stress, passado, erros, fraqueza, conflito, saudade, o outro, etc. Claro que tudo isto existe na nossa vida, faz parte, são lições e desafios a superar não para a andar a vida toda a carregar esse fardo como se fosse uma sacrifício pessoal para conseguir evolução espiritual. Ao entrar nesse ciclo é mais um retroceder do que um avançar a lição nunca fica "arquivada". Mais uma vez, os 3 passinhos fundamentais da superação: Compreender, aceitar e transformar. Depois seguir a vida com a lição aprendida, com harmonia, paz e foco nas coisas boas que podemos alcançar. Sempre que se está na vibração do que está mal, nem se repara nas oportunidades que o cruzam que o podem tirar dessa lamechice. No 4 de copas a figura, nem olha para o copo que lhe é oferecido de tão focada que está nas suas tristezas, é um fado eterno, a carta do amuado com a vida.

E muita atenção a referências ao "Outro", o mais vulgar é culpar esse outro pelo mau estado em que nos encontramos, é o bode expiatório, o causador de todos os males. Atenção que esse outro pode ser uma pessoa, um grupo, uma sociedade, mas sempre algo exterior que serve para nos desculpabilizar e nos desresponsabilizar. O ego tem uma enorme dificuldade em assumir a sua culpa e responsabilidade quando algo corre mal, então o "outro" torna-se o alvo perfeito.

Se procura evolução como Ser, este não é o caminho. Também não é o seu oposto onde tudo é lindo e maravilhoso e todos são anjinhos papudos cheios de luz, os obstáculos são para lhes enviar muito amor em vez de pegar o boi pelos cornos e enfrentá-lo. É no caminho do meio que se consegue o equilíbrio.

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